Nunca foi tão fácil gerar informação dentro de um supermercado.
Vendas por loja, setor, categoria, produto e período.
Margem.
Ticket médio.
Estoque.
Compras.
Financeiro.
Desempenho das lojas.
Comparativos.
Metas.
Praticamente tudo pode ser medido.
Isso representa um avanço enorme para a gestão. Mas também criou um novo problema.
Quanto mais informação está disponível, mais difícil pode ser identificar aquilo que realmente importa.O desafio do gestor deixou de ser simplesmente ter acesso aos dados.
Agora é saber onde olhar.
Ter informação não significa ter resposta
Imagine abrir o sistema pela manhã e encontrar dezenas de indicadores.
Todos podem ser importantes.
Mas qual deles exige uma ação hoje?
Uma categoria pode estar vendendo mais, mas com margem menor.
Uma loja pode ter aumentado o faturamento, mas reduzido o ticket médio.
Um produto pode apresentar bom volume de vendas, enquanto outro indicador aponta uma situação que merece atenção.
Os números mostram partes da história.
O trabalho da gestão é conectá-los.
É justamente aí que surge uma diferença importante entre consultar dados e utilizar dados para decidir.
O relatório responde o que aconteceu. A gestão precisa perguntar por quê.
Durante muito tempo, boa parte da análise empresarial esteve concentrada em relatórios.
Quanto vendemos?
Quanto compramos?
Qual foi o faturamento?
Qual foi a margem?
Essas perguntas continuam fundamentais.
Mas normalmente representam apenas o início da análise.
Se as vendas diminuíram, o gestor precisa entender onde.
Foi uma loja específica?
Uma categoria?
Um período?
Determinados produtos?
Se a margem mudou, é necessário investigar o que contribuiu para essa alteração.
Ou seja, uma informação quase sempre gera outra pergunta.
E é nesse processo que o volume de dados pode começar a consumir tempo.
O gestor não deveria precisar procurar uma agulha no palheiro
Quanto maior a operação, mais informações são produzidas.
Para uma rede com diferentes lojas, categorias e milhares de produtos, analisar tudo manualmente se torna cada vez mais difícil.
Não porque faltem informações.
Justamente pelo contrário.
Existem informações demais.
Por isso, ferramentas de Business Intelligence ganharam espaço na gestão do varejo.
Dashboards ajudam a organizar os dados e permitem visualizar rapidamente indicadores importantes.
Em vez de consultar diferentes relatórios separadamente, o gestor consegue acompanhar informações em uma visão mais organizada.
Mas a evolução não para aí.
A Inteligência Artificial começa a mudar a maneira de consultar os dados
Durante anos, para encontrar determinada informação, era necessário saber qual relatório abrir, quais filtros utilizar e onde procurar.
Agora começa a surgir outra possibilidade:
perguntar.
Em vez de navegar por diversas telas até chegar à informação desejada, o gestor pode conversar com uma Inteligência Artificial capaz de utilizar os dados da própria empresa para ajudar na análise.
Isso muda a relação entre pessoas e sistemas.
A pergunta deixa de ser:
“Em qual relatório encontro isso?”
E passa a ser:
“Quero entender por que isso aconteceu.”
É uma diferença pequena na frase, mas enorme na forma de trabalhar.
A experiência do gestor continua sendo indispensável
Existe um cuidado importante nessa discussão.
Nenhum dashboard ou Inteligência Artificial conhece o negócio da mesma maneira que quem vive a operação todos os dias.
O gestor conhece sua região.
Conhece seus clientes.
Sabe quando houve uma ação específica.
Conhece uma mudança na concorrência.
Sabe quando uma obra próxima afetou o movimento da loja ou quando determinado período possui um comportamento diferente.
A tecnologia não elimina esse conhecimento.
Ela pode ajudar o gestor a chegar mais rapidamente às informações necessárias para utilizá-lo.
Por isso, talvez a melhor combinação não seja tecnologia ou experiência.
É tecnologia mais experiência.
Menos tempo procurando. Mais tempo entendendo.
Essa talvez seja uma das mudanças mais importantes da gestão orientada por dados.
O objetivo não deveria ser produzir cada vez mais relatórios.
Deveria ser reduzir a distância entre uma pergunta e uma resposta útil.
É nessa direção que soluções como o RP Pulse e a LISA, da RP INFO, atuam.
O RP Pulse organiza informações do negócio em indicadores e dashboards para facilitar o acompanhamento da operação.
Já a LISA, integrada ao RP One, permite uma interação diferente com esses dados. O gestor conversa com a assistente, que pode analisar múltiplos relatórios, compartilhar contexto entre informações e realizar cruzamentos para apoiar a análise.
Talvez o próximo avanço não seja ter mais dados
Durante anos, empresas investiram para conseguir capturar cada vez mais informações.
Isso era necessário.
Agora surge uma nova etapa.
Fazer perguntas melhores para os dados que já existem.
Porque um supermercado pode possuir milhares de indicadores e continuar demorando para tomar uma decisão.
O verdadeiro valor aparece quando a informação certa chega à pessoa certa no momento em que ela precisa decidir.
No fim, talvez o supermercado não precise de mais um relatório.
Talvez precise descobrir mais rapidamente qual pergunta fazer para os dados que já possui.